Visão Fugaz

Às vezes acordo disparado entre o sufoco e o vil vazio
E dou por mim arrependido por não te ter dito a verdade
Do olhar, a sombra quebrada na esquina, quilha de navio
A mesma luz que ilumina também é capaz da escuridade…
Assim tipo bala de canhão humano feito um arco e até rio
Ponte entre margens por desenhar na topografia da idade
Sulco na pele a rasgar o desalinho das velas e seu pavio
De brilhar aceso na escuridão das ruas e vielas da cidade.
E dou por mim arrependido por não te ter dito a verdade
Do olhar, a sombra quebrada na esquina, quilha de navio
A mesma luz que ilumina também é capaz da escuridade…
Assim tipo bala de canhão humano feito um arco e até rio
Ponte entre margens por desenhar na topografia da idade
Sulco na pele a rasgar o desalinho das velas e seu pavio
De brilhar aceso na escuridão das ruas e vielas da cidade.


Instante que sucumbe ante o flash da memória que resiste
E abriga todos os quereres que calados nos dissemos sós
Sem mais ninguém a quem nos socorrermos além de nós;
Que a vida e a solidão nada têm em si que seja tão triste
Como esse risco de abrir os olhos perante o silêncio atroz
E ver que ver é só momento e o instante que não persiste!
E abriga todos os quereres que calados nos dissemos sós
Sem mais ninguém a quem nos socorrermos além de nós;
Que a vida e a solidão nada têm em si que seja tão triste
Como esse risco de abrir os olhos perante o silêncio atroz
E ver que ver é só momento e o instante que não persiste!
Espraiam-se alongadamente inquietos no meu chamamento
E que voando como dardo nas sigilosas alturas se vê como apenas tu o vês
Da mais pura ousadia, aquela que estende veios ao sangue na doce languidez

Escuta esta ausência que fere
Porque a dor polida pela saudade sentida
Por essa linha fora, nesse registo
Por essa linha imaginada, plana e plena
Com cinco dedos que o Noddy ergue ao céu e saúda
Tal como há espinhos que dão flor
Era uma vez um escriba escolhido por Inanna no seu coração sagrado
Se no banquete em honra de Enki Inanna lhe usurpou poderes divinos
Uruk a cidade das deusas e residência das rainhas protegidas e fiéis de Arina
Assim o querem e acatam os escribas na Eduba entre o Templo alto de Inanna Entre Templo alto de Inanna e o Templo baixo de Shara é a casa das tabuinhas
Se gasta em Tebas com a morte seis vezes mais do que à vida faz falta
Se os pequenos dilúvios de Abril e Maio fertilizam os vales do crescente
E eis que assim respondeu Mestra de Inanna ao pedido de Mestra de Shara

Eis por que eis o porquê do laço nos une sobre a cruz do peito as mãos juntas
Com o destino traçado pelas vinte estrelas de Tique me disse Dice
Quando a Lua cheia de teu nome transforma o sonho em vida real o rio
Estrela Inanna ladeia teu sucumbir perante a luz de Arina se amanhece
Sua cor aos quatro cantos do mundo pois o canto é luz de quem acredita.
O crescente é fértil porque os campos estão alagados entre colunas
Treze são os turnos de culto daquela que os escribas veneram de noite
Essa é a trindade celebrada quando as mãos se juntam sobre o peito.
Pelas margens do Eufrates acima a prosperidade floresce e reina