A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

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São o chão em chamas onde as lavras
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segunda-feira, janeiro 12, 2026

a grande VIAJEM da literatura

 


A GRANDE VIAJEM DA LITERATURA... 
 
Selma Lagerlöf ensinou-me as aves ao voar,
Disse-me a bravura da distância e a sua dor,
O quanto podemos fazer para a colmatar,
Quanto bater de asas nos pode assim aproximar
Nesse voo maior que é a imensidão do amor... 
 
E nisso, voltámos a ser iguais, mas diferentes
Viajando todos os dias lendo, lendo e lendo
Ou sendo, fazendo, comunicando, vivendo
A fazer parte do que criam as nossas gentes. 
 
E a escutar-lhes os passos sobre a neve fria
Quando se reinventam a cada hora, segundo
Reconhecendo quanto há ainda de poesia
Só por fazerem parte da vida e do mundo. 
 


quinta-feira, janeiro 08, 2026

ENCONTRO À ESQUINA DA VIDA


 

ENCONTRO À ESQUINA DA VIDA

 

Tínhamos encontro marcado

E não lhe podíamos faltar;

O trânsito estava fechado

E o chão gelado (pra escorregar...).

 

Mas a intenção era genuína,

O querer sério e maduro

De mulher até há pouco menina,

Sem passado e muito futuro.

 

Portanto, aparecemos os dois

(A ver no que dava coisa assim...)

E se fomos uns, viemos depois

Fundidos – eu em ti, e tu em mim!

 

Joaquim Maria Castanho

Com foto de Elie Andrade

sábado, março 08, 2025

A FLOR DO RESPEITO


 

A FLOR DO RESPEITO

 

(uma flor para ti)

 

 

A minha mulher é a pessoa

Mais humana da humanidade inteira

E se ela exige ser amada

É apenas porque merece ser amada.

 

Ela faz com que os meus dias sejam

Um a um 365 milagres em cada ano

Apenas porque é capaz de fazê-lo.

 

E cada vez que eu a beijo ou amo

Eu fico a acreditar mais no Amor.

 

Por isso, eu hoje vou respeitá-la

Muito mais do que respeito qualquer flor.

 

08.03.2025

Joaquim Maria Castanho

segunda-feira, fevereiro 24, 2025

conclusão provisória

 

CONCLUSÃO PROVISÓRIA

 

Somado pra entrega final

Ante o consumo imprevisto,

Tudo o que era tido normal

É agora espécie de quisto…

 

Nascença, ou ser disforme

Pedaço oco de menos nada,

Com que ralé mata a fome

De peste bem-intencionada.

 

Uns, por não saberem ouvir;

Outros, por verem o que não há.

Mas todos estudam pra pedir

Ou pra dizer que vida está má.

 

Porém eu, que sou duro de roer

Somente lembro o outrora,

Pra que enfim, possa dizer

«A vida é bem melhor agora!»

 

Joaquim Maria Castanho