A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

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São o chão em chamas onde as lavras
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segunda-feira, dezembro 22, 2025

  MARIA, MARIA, MARIA

 


 

Se te sonho, então fazes parte

És arte que não parte de mim,

Que viverá não como um à parte

Que cresceu até ser-me sem fim...

 


Mas se tornou esse eu que amou

Pra ser enfim quem agora sou.

Tal como tu fizeste ao meu Eu

Que, se cresceu, foi por se tornar

Outra pessoa tão capaz de amar

Outro ser, que só pode ser o teu. 

 

Joaquim Maria Castanho 

 


 

sábado, março 08, 2025

A FLOR DO RESPEITO


 

A FLOR DO RESPEITO

 

(uma flor para ti)

 

 

A minha mulher é a pessoa

Mais humana da humanidade inteira

E se ela exige ser amada

É apenas porque merece ser amada.

 

Ela faz com que os meus dias sejam

Um a um 365 milagres em cada ano

Apenas porque é capaz de fazê-lo.

 

E cada vez que eu a beijo ou amo

Eu fico a acreditar mais no Amor.

 

Por isso, eu hoje vou respeitá-la

Muito mais do que respeito qualquer flor.

 

08.03.2025

Joaquim Maria Castanho

sábado, outubro 14, 2023

da adivinhação do amanhã


 

DA ADIVINHAÇÃO DO AMANHÃ

 

Estava eu a olhar pra ontem

Bem há pouquinho, ali

A pensar no que vai ser

A vida a partir daqui,

Quando de repente te vi

E soube que ia amar-te

Até morrer.

 

O futuro, convém dizer,

É a coisa mais simples que existe,

Para quem não resiste

À vontade de viver.

 

Joaquim Maria Castanho

sexta-feira, outubro 13, 2023

AMOR DE TIA

 


AMOR DE TIA

 

Há muito, há muito tempo

Coisa de século, talvez

Que o Monte cortou o vento

Pla magia que o destino fez

E faz brotar searas do chão

Inóspito, realidade tida

Para a república do ter pão

– Abrigo ante os ventos da vida. 

 

E no destino congeminado

Em preces a Santa Filomena, 

Eis que brota do Amor criado

Na devoção e vida amena

Produto de desejo e de fé,

A prole onde vingou serena

A minha tia MARIA JOSÉ.

 

A que no sábado passado

Semeia anos de século inteiro,

Ditando ao mundo o seu segredo

De longevidade e distinção:

Que é à família ver primeiro

Por maior que seja a multidão;

O rigor dos tempos, do degredo

Das exigências, ou precisão;

Da distância e descuidado

Ou detalhes de ganha-pão.

 

Que os amores se verdadeiros

– Tal não o desconhece ninguém… –

Não são só títulos de jornal,

Mas sim tantos anos inteiros

A ver os seus só com olhos de bem

– Nunca os ter visto com olhos de mal.   

 

Joaquim Maria Castanho

Mia Teixeira

10.10.2023