A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

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São o chão em chamas onde as lavras
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segunda-feira, setembro 08, 2014

INVOCAÇÃO, OU O MILAGRE DA UBIQUIDADE



Ocorre-me a distância entre os verbos
Com os sujeitos propósitos de eu e tu,
Que o passado é uma sala de acervos…
E o futuro? A planície ante o azul nu.

Por isso me mastigo, conjugando-os, assim:
Tu, edificando, tecendo essa teia de nós
Onde ele e ela jamais se sentirão sós
Forjando o perto, tal como tu és em mim.


J Maria Castanho

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

EMPATIA



As coisas simples e pequenas
Capricham entre as demais,
Desinquietam as serenas,
Desnormalizam as normais.

De valor inverso ao tamanho,
A deslizar pelos desvios,
Exigem o dobro do amanho,
Acendem mesmo sem pavios.

Algumas pessoas há iguais;
Têm trejeitos e poderes assim…
E tornaram-se, até, tão plurais
Que as tenho espelhos pra mim.



segunda-feira, julho 15, 2013


SOSSEGADA SERENIDADE

Ergo o cálice;
Este, não é o teu sangue.
Mastigo o pão;
Este, não é o teu corpo.
Procuro o teu olhar,
Invento mil razões para te esquecer.



Há «podia dizer-te» em toda a volta,
Incluindo na planície até o horizonte…
Podia dizer-te que…
Podia dizer-te que…
Podia dizer-te que…
(…)

Contudo, nenhuma me convence,

Nenhuma  me desacomoda a tarde.


quarta-feira, dezembro 05, 2012


CINCO SOLUÇÕES (rápidas) PARA UMA CRISE (len-ta)


1.   Faça empréstimos. Coisa séria
E sigilo absoluto. Taxa anal 3%.

2.   Lave seu capital periodicamente. Se o povo falar
Não se importe. O que é preciso é deixá-lo
Entre Tide.

3.   Mais vale um dedo na mão que fora
Dela. Depois passe bem por água tépida
E ponha o anel.

4.   Seja empreendedor. Uma empresa fica-lhe bem;
Se não servir a mais ninguém, a culpa é da TROIKA
E pode sempre mandá-la
A
Jus
Tar.

5.   Quando entrar em algum banco ou repartição pública
Faça-o com o pé direito, mas saia com o esquerdo
Que o mercado interno está atento – e é muito diz.com
Fiado.

segunda-feira, novembro 23, 2009



Esfarelados escombros resumem os locais a histórias
Todas elas abertas aos acesos movimentos dos tempos
Por demais interrogativas e subtis nas fugazes memórias
Essas consumidas sem pios desvelados consentimentos
Alternos à dor, afoitos ao medo, idos contornos serôdios
Repartidos no degredo à volta do imenso ocaso no azul
Que feito ânsias já não vão além nem vêm, sequer restam
Lodo ou nesga de sombra movediça, chão de qualquer paul.




Cruzam-se vozes na breve altivez, qual sotaque da silente cor
Fazem aos homens outros homens o favor da infrutífera espera,
Mas quanto mais profunda é soletrada a profundidade em flor
Mais desmaiam os ângulos da igual redondez na global esfera.

Fosse a terra toda una e ninguém haveria de escorrer na solidão
Que isso do mundo é uma palete que se comete sem incriminar
Sem violar a integridade aos nomes nem lhes roubar a sede e pão
Cuja água nunca mata porque o seu mister é tão-somente saciar!


quarta-feira, maio 20, 2009

À Luz de Isis Acendem-se @lmas

O nome é a alma dos seres, das coisas, das gentes
Das flores, das aves, estrelas, árvores, rios e do luar
Dos seres luminescentes e presente de todos os ausentes
Risca o firmamento e apaga o incógnito algures ao lugar
Onde o infinito Xis se cansa de ser ruptura e se torna chão
Laje que piso, pegada sobre o lodo liso da velada imensidão.

O nome é a voz que soletrada ecoa a fugaz essência da luz
A chama que chama da cega iluminação em quão justa é a jus;
Que o nome é o gesto que se insurge ante a escuridão e breu

Traço fosforescente eléctrico da tangida fala nos minaretes do "eu"!