OS TRÊS DEGRAUS DO TEMPO
Podendo – quem sabe! – até haverMistério na noite e na fantasia,
É de supor uma só imagem ter
Sua conta e poder, gerando alegria.
Alegria de ver, como de bem-querer
Que à luz do silêncio tem no dia
Outra pose de sentar no degrau, e ser
A musa do desejo numa fotografia…
A cor, o jeito subtil, peculiar, distinto
A ondear, serpenteia entre documentos;
Que a vida, é cada momento que sinto
Ao nascer da esperança, seus sentimentosFeitos gesto, feitos respeito, jovialidade
Em cada dia, cada noite, e cada tarde!
Eis-me rasgando o instante em pedaços;
Embora sejam iguais as cordas tensas
Consequentemente, não podemos adormecer
É que, ao ver assim a beleza sem lhe tocar, a gente
Nas trevas da distância singro
Clicando rima acima se ruma no rio do tempo
Inclui minha prece no teu sonho de mar e sol
As liras e as harpas conhecem-lhe a dedilhada tradução
Anda-me a alma neste somenos da Psique enamorada
Que isso, de ser Mariana se cumpre de qualquer maneira
Escuta… Eu venho de muito longe
Que nisso do rasgar primaveril
Andava eu morrendo por tão pouco ver-te,
E assim, apareces na tarde que me amanhece
Havia naquela sombra o não haver do gesto,
Tu como poema, eu como apagada e crua prosa.
Acontece sempre que a cor se oculta
Sob o contorcido sobreiro, junto à carreteira





Então, lhe dá valor, muito valioso, aquela leda mente