Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras
São o chão em chamas onde as lavras
sábado, fevereiro 22, 2014
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
ESTRELA DE RUMAR
De pronto na atenção da
voz
O dizer imediato
Circunscreve cada ato
Se este nos rescreve a
nós.
E nisso o ser se eleva
Ato assumido de quem é,
Brilho no breu que neva,
Sólida luz da proa à ré…
Estar que ao ser dá forma
Num sendo feito sentido,
Que viver, se é verbo
torna
O ser plo estar definido.
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segunda-feira, fevereiro 17, 2014
NO SEGREDO, A ROSA
Sopro de brisa no murmúrio sem fim
Dos aromas infinitos e sensuais
Nos recantos de alfazema e alecrim,
É um amar-te em segredo
De até não poder mais…
E quando um dia explodir
Sobre a floresta de sonho e jasmim,
Garanto que o medo há de ter medo
Que o segredo nos venha a pedir
Para sermos o seu secreto florir
Nas rosas secretas dos aedos e jograis.
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
terça-feira, fevereiro 11, 2014
N
O S T A L G I A
Sinto
saudades desse dia
Em
que o sol se escondia
Pingando
dor e escuridão;
Onde
a única água que caía
Era
esse choro de maresia
Feito
de distância e agonia,
Nascido
oceano em solidão…
Pois
nesse ocaso eu sabia
Que
minha noite era teu dia,
E
o mar que entre nós havia
Apenas
promessa expressa
Por
uma espécie de pressa
Com
que a esperança fazia
Bater
ansioso o coração!
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
PERCEÇÃO MOTIVADA
Regendo-se
pela descoberta
Os olhos vão
abrindo as portas
Do ser, cujas
intenções acerta
Matando suas
horas mortas.
Capricham,
escolhem, e exigem,
Revelam
conforme se refletem…
E por esse
catrapiscar fingem
Não ver o que
não só eles veem.
Enfim, pelos
males que escondem,
Acusam os
demais de não ver bem!
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
EMPATIA
As coisas
simples e pequenas
Capricham entre
as demais,
Desinquietam as
serenas,
Desnormalizam
as normais.
De valor
inverso ao tamanho,
A deslizar
pelos desvios,
Exigem o
dobro do amanho,
Acendem mesmo
sem pavios.
Algumas pessoas
há iguais;
Têm trejeitos
e poderes assim…
E tornaram-se,
até, tão plurais
Que as tenho
espelhos pra mim.
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terça-feira, fevereiro 04, 2014
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
sábado, fevereiro 01, 2014
quinta-feira, janeiro 30, 2014
quarta-feira, janeiro 29, 2014
terça-feira, janeiro 28, 2014
segunda-feira, janeiro 27, 2014
ECO
Sei duma magia sem nome
Sequer princípio nem fim
Que sonha poder olhar assim…
Se digo «Longe»
Responde «Perto»;
Se digo «Hoje»
Responde «Certo».
E penso alegria
Mas logo diz amor
Ser a luz um dia,
Seja quando for.
É esta a magia que me consome
Como uma vela de saudade
A arder, a arder como um nome
Só de carinho e verdade.
domingo, janeiro 26, 2014
sábado, janeiro 25, 2014
sexta-feira, janeiro 24, 2014
sábado, janeiro 18, 2014
segunda-feira, janeiro 13, 2014
domingo, janeiro 12, 2014
sexta-feira, janeiro 10, 2014
QUEM SÓ VÊ RAMAS ESCONDE NABOS
Pequenos soluços,
Entrecortados sons,
De quem por de bruços
Se agrava nos tons.
Nas cores de rogar
Às almas dos seus
A mão de perdoar,
À imagem de Deus…
Que humano é quem
Trava a nobre liça
De sem roubar ninguém
Exigir justiça;
Ao invés desse outrem
Que arrelia e cobiça,
Dizendo apenas bem
Da podre hortaliça.
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quarta-feira, janeiro 08, 2014
NO TEMPO: DAS
RAÍZES, AS SEMENTES
Pedidos à ordem
inversa
Esses sonhos por
nada tidos
Gizam nós nos nós
da conversa
Dos entrelaçados
dias idos.
Por poucos serem
nada sabem
Porém muitos tudo
confundem,
Que os melhores
dias cabem
Nas sombras que de
si produzem.
Dos meus, nenhuma
lembrança
Quero, nem sequer
dos felizes
As sombras que sua
sombra entrança;
Mas sim dos que
foram matrizes,
Ou encontros de
esperança,
Onde nosso amor
criou raízes…
sábado, janeiro 04, 2014
terça-feira, dezembro 24, 2013
quarta-feira, dezembro 18, 2013
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terça-feira, dezembro 17, 2013
quarta-feira, dezembro 04, 2013
NO DESAMANHECER, A ESPERANÇA
Recostado na soalheira sala
À espera do lusco-fusco
Cusco a rua a soprar o sol
devagarinho.
E tenho marcada escala
Nessa espécie de fera
Tornada guardião etrusco;
Mas nisto, a nua espera
Que quer montar seu destino
Cavalga agora uma doce quimera
De ouvir-te a voz novamente…
Que até pode ser um som sem nada
de gente.
Até pode ser uma saudação
insignificante.
Posto que, para mim, será sempre
um hino!
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segunda-feira, dezembro 02, 2013
domingo, dezembro 01, 2013
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