Da "Crise", a Mote de Ary (em Falsa Glosa)
"Foi esta força viril
De antes quebrar que torcer
Que em 25 de Abril
Fez Portugal renascer!"
Esses dias, meu filho
Recordá-los-ei sempre, sempre
Pois que mudaram o trilho
A quem sonhou vida diferente,
Com vontade tenaz e coerente
Entre a força do povo e o poder
Nascia uma força viril
De antes quebrar que torcer,
Fazendo o 25 de Abril
Pra Portugal renascer!
Os soldados e povo de então
Criaram um novo estilo
De rimar esperança com pão
Acendo com suor fértil brilho,
Igualdade e razão, aquilo
Que com unidade e saber
Viria a ser força viril
De antes quebrar que torcer
Tida no 25 de Abril
Pra Portugal renascer!
Houve alegria nos campos
Em flor a Reforma Agrária
Colheu dos figos lampos
A semente da classe operária,
Cantada em maneira vária
Contra a fome de enriquecer
Com essa força viril
De antes quebrar que torcer
Feita 25 de Abril
Até Portugal renascer!
Onda de independência
A favor da causa humana
Dava aos povos a regência
De cá e lá da Taprobana
Consolidando o seu querer
Na grande força viril
De antes quebrar que torcer,
Fez um 25 de Abril,
Fez Portugal renascer!
Conquistou-se a liberdade
De falar, votar e exigir
Criando no suor da lealdade
A fórmula de os repartir,
Conta-corrente a não-esquecer
Como esta força viril
De antes quebrar que torcer
Que há do 25 de Abril
E faz Portugal renascer!
Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
sábado, janeiro 24, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Sento-me à beira do teu verbo e dedilho pétalas cristalinas
E escorro entre as margens do sonho como lilases à deriva
Como luminescências do olhar que navega consentimento
Aberto ao sigilo angular no xadrez do silêncio aspergido
Onde o dito se desdobra denotando breve tranquilidade
Onde a fala se toca entrecruzada aos dedos as mãos dadas
Onde podemos ficar a ver crescer a praia que se espraia
Grão a grão, onda a onda, passo a passo, o vaivém marginal
Deste pluriaquiescido murmúrio no terno cicio dos afagos
Saber-me-ei sempre pouco face à tua urgência intenso ser
Madrigal de palavras evadidas ao seu significado sustenido
Soluto destemperado de mim nas escarpas da Ilha Tseu diz
Teu nome invoca a sombra das tardes ao sol mediterrânico
Sonâmbulo ensimesmado o enredo silente na saliva doce
Gesto de ameigar a voz no equino roer do freio soltas crinas
Sinal ao vento nas dunas relapsas das violetas as avenidas
Artérias pulsantes o ritmo sincopado do bombear sanguíneo
Cresces-me dentro cerzindo a cripta onde sacrifico as ânsias
Deduzo a sede e me ergo escorrente em teu seio o grito líquido
Liberdade soletrada a meia voz no sussurro do verbo me és cravada!
E escorro entre as margens do sonho como lilases à deriva
Como luminescências do olhar que navega consentimento
Aberto ao sigilo angular no xadrez do silêncio aspergido
Onde o dito se desdobra denotando breve tranquilidade
Onde a fala se toca entrecruzada aos dedos as mãos dadas
Onde podemos ficar a ver crescer a praia que se espraia
Grão a grão, onda a onda, passo a passo, o vaivém marginal
Deste pluriaquiescido murmúrio no terno cicio dos afagos
Saber-me-ei sempre pouco face à tua urgência intenso ser
Madrigal de palavras evadidas ao seu significado sustenido
Soluto destemperado de mim nas escarpas da Ilha Tseu diz
Teu nome invoca a sombra das tardes ao sol mediterrânico
Sonâmbulo ensimesmado o enredo silente na saliva doce
Gesto de ameigar a voz no equino roer do freio soltas crinas
Sinal ao vento nas dunas relapsas das violetas as avenidas
Artérias pulsantes o ritmo sincopado do bombear sanguíneo
Cresces-me dentro cerzindo a cripta onde sacrifico as ânsias
Deduzo a sede e me ergo escorrente em teu seio o grito líquido
Liberdade soletrada a meia voz no sussurro do verbo me és cravada!
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