Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
quarta-feira, agosto 27, 2014
ÁGUA COSTEIRA
Pé ante pé desagua-me o olhar
Das ameias deste castelo,
Na esperança do teu encontrar
Também, ao momento, a vê-lo
Galopar de Elasippos febril,
Ganhando asas, nome e ventura,
Olisipo em Olissibona versátil
Até à Aschbouna mais moura…
E mourisca-me ele, pestaneja,
Das portas do ser numa visão
Em voo da sílaba que te beija
Desde a foz do Tejo a Portimão.
J Maria Castanho
sexta-feira, agosto 22, 2014
(O)CULTO VERBO
Despido e côncavo e penedio
Meu dorso doído respira o folhedo,
Alongando o ser até ao azul vazio,
Nascido berço, ante os sinais do segredo…
Porque secreto é esse verbo de quem se diz
Aberto e reto, e hirto tanto se inclina,
Sem qualquer vento, tocando pelo nome a raiz
Da devoção, a essa mulher, mãe e menina,
Que no imo da serra é rainha
E do mundo nosso império a imperatriz.
J Maria Castanho
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sábado, agosto 09, 2014
EVOLUIR É MUDAR
Por mais fixo que seja o
pensamento
Num ideal, ainda que realizado,
Se outro vires mais aperfeiçoado,
Então, entra nele sem
constrangimento.
E se por causa desse procedimento
Te suceder vires a ser criticado,
Ou mesmo vira-casacas apodado,
Não ligues ao veneno do intento,
Pois a ideia é livre, e a difusão
Dela cada qual a deve promover
Sob a mais proveitosa direção.
Que nada o cérebro pode
entorpecer,
Por perseguir o sonho de sua
evolução,
Até ao fruto ótimo chegar – e
colher!
J Maria Castanho
ÚLTIMA PARADA (ou ESTAÇÃO DE FIM
DE LINHA)
Pois aqui, as pessoas chegam
Dos mais diversos destinos…
E não raras até morreram
Passo a passo plos caminhos.
Trazem ainda as rusgas nos pés
(Diligências de que foram alvos!)
E nos bolsos, cordas e corcéis
Com que montaram carrocéis
De pouca-terra, e desagravos.
Ao nada que lhes deu a vida
Ao nada que a vida lhes deu
O vão diluindo na memória,
Crendo que com essa partida
Arreiem piparote na História.
E aí, põem de parte o talão,
Capricham as datas na tarjeta,
Pendurando da guita, o cartão
Com a biografia, ou etiqueta.
J Maria Castanho
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quinta-feira, agosto 07, 2014
AUTOCONVENCIMENTO
Digo silêncio e escrevo tarde.
Digo saudade e escrevo demora.
Digo desejo e nada me arde
Além desse estro que nos escora.
Digo abundância e escrevo luz.
Digo semente e escrevo fruto.
Digo serenidade e nada traduz
A tarde que arde resto e produto.
Digo que apenas digo e tudo
Sinto,
Que se na verdade me iludo
Com a verdade da verdade minto.
J Maria Castanho
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