Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
segunda-feira, outubro 27, 2014
Acordar Iluminado
ACORDAR ILUMINADO
Que não traga esperança
Tenha sua rota traçada
Nas linhas da mão humana
Que sonhando giza e alcança…
E se mesmo entre iguais
Tal acontecer alguma vez
É por anseios marginais
Aos creres de quem a fez.
Nisso reza razão segura
Assim toda de experiência
Feita, que alvorada madura
Traz o sol quando se deita.
J Maria Castanho
sexta-feira, outubro 24, 2014
Etiquetas:
Com a Verdade do Rosto,
NOVA RAZÃO,
Solução CINCO,
Solução OITO,
Solução TRÊS,
Solução UM,
Velha Aliança
terça-feira, outubro 21, 2014
Etiquetas:
NOVA RAZÃO,
Solução CINCO,
Solução SETE,
Solução TRÊS,
Solução Treze,
Solução UM,
Velha Aliança
segunda-feira, outubro 20, 2014
TANGENTE ESSENCIAL
É promessa paga esse gesto de negar
A vontade de nos darmos importância
Quando nos queremos ver sem sequer olhar
Medindo os milímetros por distância
Sempre imensos e infindos e dolorosos
Consumindo como fogo as expetativas,
Os sonhos concebidos mais custosos
E em circunstâncias oblíquas às vidas...
J Maria Castanho
É promessa paga esse gesto de negar
A vontade de nos darmos importância
Quando nos queremos ver sem sequer olhar
Medindo os milímetros por distância
Sempre imensos e infindos e dolorosos
Consumindo como fogo as expetativas,
Os sonhos concebidos mais custosos
E em circunstâncias oblíquas às vidas...
J Maria Castanho
Etiquetas:
NOVA RAZÃO,
solução QUATRO,
Solução UM,
Velha Aliança
sábado, outubro 18, 2014
Etiquetas:
Bucólicas,
NOVA RAZÃO,
Solução Dez,
Solução DOIS,
Solução OITO,
Solução Seis,
Solução Treze,
Velha Aliança
MARKETING TROGALHEIRO
Por "virtude" gabada,
É confundir o postigo
Com a porta de entrada.
Há muito quem o faça
Por díspares intenções,
Mas é sempre trapaça
Para ganhar uns tostões.
O marketing trogalheiro
De ilusão e propaganda,
É apenas o mealheiro
Dos votos de quem manda.
J Maria Castanho
terça-feira, outubro 14, 2014
METAGRAMA ÀS PÁS
NAS TANTAS(*)
O(u)vir-se a
gente quando pode
É uma questão de
competência…
Tinha-se o
amanhã no hoje
Nem vai pra dez
minutos, se tanto!,
Contudo já o
poeta e a leitora se fixavam
Olhos nos olhos,
a dizerem-se coisas,
Umas cruéis,
mirabolantes, que nem a um santo
Lembrariam,
outras como labaredas
Vivas,
arrebatadas, apaixonadas, meio piegas
(Afirmavam os
que estavam de fora
A sentirem os
minutos que lhe fugiam
E escapavam
entre as fisgas da moral e ciência,
Resvalando pela
borda esvaída da hora).
Então,
sentenciou ele: «Oh, pois, quem sabe!»
Mas logo ela
redarguiu «Sei-o eu,
Porquanto nestas
folhas só cabe
O teu amor, se
também for o meu!»
J Maria Castanho
(*) Metagrama – mudança de uma
letra numa palavra; Às pás nas tantas –
expressão popular e corruptela de Às
páginas tantas
Etiquetas:
Solução 101,
Solução 777,
Solução Dez,
solução QUATRO,
Solução TRÊS,
Solução Treze,
Velha Aliança
TONG-TONG
Pequeno chilreio
Lá fora pingue-pingue,
Com o copo meio-cheio
O ânimo aflorado
Adorna e se extingue.
E as sombras do passeio
Numa dança, espetrais,
Ousam audaz paleio
Com as que passam ao lado
Pelas sebes e murais.
Chilra que chilra até
A chuva a fustigar ágil,
Nessa dança de dúctil fé
Pela fiel folha frágil.
J Maria Castanho
ASTERISCO NA
FOLHA, CADUCA
Tão
extraordinariamente inciso
O ser que nos
reitera ante a voz,
Voga à bolina no
azul preciso
De sentido verbo
em cascas de nós.
Tem um eco de
onda que desperta
No gesto de quem
perscruta o mar liso,
E somente o olhar
ainda de alerta
Lhe acerta o
verde cortado e conciso…
J Maria
Castanho
Etiquetas:
Bucólicas,
Solução CINCO,
solução QUATRO,
Solução TRÊS
SINE QUA NON
Descobre na ocasião
O intemporal imediato,
O princípio da fusão
Da visão com o tato;
Que tateando se vai
Içando da escuridão
A forma que por si sai
Dos destroços… da ilusão.
Depois, não a limites:
Dá-lhe plena liberdade.
Que aquilo em que acredites
Só assim se faz verdade!
J Maria Castanho
CISMA E PONTO FINAL
Nada nesta vida está seguro
Nem definitivo nada nela há,
Pois que perante qualquer “muro”
Ou (pre)conceito, maré ou desdita,
Questão ou afã, logo nosso peito
Exige, e sentida direção lhe dará…
E se o imo da consciência nos fita,
Ou dita esclarecimento a preceito
– Sexo ou Amor? – digo, sem jeito
Nem moral de quem nega e faz fita,
Que se o corpo pede, a alma acredita.
J Maria Castanho
ANSEIO E INSIGHT
Dança ainda sufi a palavra viva
Aberta ao afeto da cor cordata,
Abraçando a sílaba que a cativa
Dando-lhe acento se a voz a capta.
Sem nunca descansar suficiente
Nem nunca se cansar sequer demais,
Que toda a luz anseia por ser gente
Melhor a cada dia nos céus plurais.
J Maria Castanho
Etiquetas:
NOVA RAZÃO,
Solução Dez,
Solução TRÊS,
Solução Treze,
Velha Aliança
segunda-feira, outubro 06, 2014
HISTÓRIA DO CHÃO, A MEMÓRIA
Se me outono
Me estremeço…
Ligo o sono
E amareleço.
Se não tem dono
O ano qualquer,
Me abandono
Pelo que vier…
Nisso me meço
Coisa nenhuma,
E co qu’esqueço
Viro caruma(*).
Húmus futuro
Seiva presente,
Grafito o muro
Sou toda gente.
J Maria Castanho
(*)Caruma – casca que envolve a castanha quando
ainda está verde.
domingo, outubro 05, 2014
sábado, outubro 04, 2014
O CARETO DA ALDEIA
Aprumado e distinto
O senhor da aldeia,
Põe o sorriso na cara
Quando a coisa ‘tá feia.
E os comuns mortais
(Que ele sempre ignorara)
Perdoam-lhe a ideia
D’ele os julgar iguais
Se precisar dos demais.
E dizem: «É coisa rara,
Nossos parentes que tais,
Que andam sempre de má cara
Mesmo a arrumar no tinto…
Aprumado e distinto
Faz-nos sempre cara feia…
Se não tem fisgada ideia!»
J Maria Castanho
Etiquetas:
Bucólicas,
Com a Verdade do Rosto,
NOVA RAZÃO,
Solução 777,
solução QUATRO,
Solução TRÊS,
Solução Treze
Subscrever:
Mensagens (Atom)