Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
sexta-feira, dezembro 22, 2023
impiedade mortífera
IMPIEDADE MORTÍFERA
Maia, filha de Lysias
Senhora do escudo celeste e da aurora boreal
Cavalgou, qual Valquíria
Por este vale, esta planície
Nua sobre o dorso da Sorraia melada
Que lhe ofertou o voo, o sonho e o suspiro
O anel, o sinete e o papiro
Numa só cavalgada.
Escolheu o gigante
Que a atraiu à gruta de Mohammed
Onde se amaram até ao breu
E esta se fechou para o céu
Impedindo os seus poderes boreais
Seu escudo de emitir o brilho sagrado.
Então perdida a deram e declararam
Invocaram as soterradas divindades
Mas os mortos uniram-se à demais canalha
E não a devolveram, não mexeram uma palha.
Joaquim Maria Castanho
domingo, dezembro 17, 2023
poema sibilante
POEMA SIBILANTE
Propus-te nove livros originais
Mas não mos quiseste comprar.
Queimei três (que nem eram iguais)
Mas também não quiseste os seis
Que te fui novamente levar.
Deles, queimei outros três
E plo mesmo preço dos nove de antes
Eis que aos três restantes
Já com eles quiseste ficar.
Azar o teu, podes crer
Que de todos, são falhos de luz ou pranto
E os que estavam em branco
Os que ainda faltava escrever.
Joaquim Maria Castanho
sábado, dezembro 16, 2023
A FILHA DE PSIQUE
A FILHA DE PSIQUE
A nossa terra, cidade, chão
Não são as ruas que pisámos
As vitórias que tivemos
As batalhas que travámos…
São a transformação que ousámos
Essoutra borboleta, tão pespineta
Que nos habita o coração.
Joaquim Maria Castanho