Sentires Con(m)Sentidos

Dizem das almas os tímidos esgares retinentes
As sombras sobretudo, mais que a voz sustenida
Porém, das horas há ainda estes minutos ausentes
Em que o reverso de ver-te é peso de mor medida.
Mais que a dor, mais que os sinais intermitentes
A esculpir a luz, só pelos silêncios interrompida,
Que sentir vai muito além dos sentidos vigentes
Sendo sentires todos sentidos da alma consentida.
E nessa ânsia, ainda mais camoniana se consente
A alma, se consigo arrastando assim teu corpo vem
Dessa a que nossa sentida alma chama maior bem...

A que o destino põe e exige destinta nota destemida:
Uns, chamam-lhe amor; outros, fortuna – eu, apenas vida!
1 comentário:
... e eu também lhe chamo
incluindo todas as *intermitências.
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