AO LUAR, ENTRE CONTINENTES

Separo-o nas suas partes integrantes,
E os unidos elementos, quais abraços
De antes, são agora tei@s contagiantes...
Nada dizem já uns aos outros os laços
Das folhas sós que aos caules dominantes
Se abraçavam no morse do grito por traços
E pontos, em discursos frios e secantes.
Todavia, entre o ser e o nada, a dor e alegria
Abriu-se uma porta outrora fechada, a poesia;
E ficou de tal forma aberta, viva, escancarada
Que a luz que só pelas frestas assim se via
Revelou uma Lua de prata, alma encantada
À ternura do Sol que, enfim, no Brasil nascia!
Sem comentários:
Enviar um comentário