Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
terça-feira, agosto 25, 2015
segunda-feira, agosto 24, 2015
DE TODOS OS TEMPOS, O TEMPO
DE TODOS OS TEMPOS, O TEMPO
E a tua voz não se apaga,
Que o poema se fortalece
No tempo que tempo traga,
Engole, risca, transfere
Prà'quele tempo amigo
Do minuto que espere
Novo minuto contigo...
Que o tempo, tempo traz
E ao minuto outro segue,
Pra quem esperar for capaz
E o primeiro nunca negue.
Joaquim Castanho
domingo, agosto 23, 2015
sexta-feira, agosto 21, 2015
NOTÍCIA DE PRIMEIRA PÁGINA
NOTÍCIA DE PRIMEIRA PÁGINA
Assim todo ele feito de magia,
Pois sendo suposto não te ver
Eis que de repente
Em frente de mim te via.
Tão real, tão autêntica, tão flor
– Petúnia leda dos olhos infinitos –,
Que se a vida portanto vida for
Então és tu quem só ela giza e gera
Nessa doce e sublime quimera
Que ilumina meus sonhos e mitos.
Hoje, o milagre aconteceu
Numa prece que se cumpriu, enfim
Porque recordava-te eu
Quando de repente vi
Estares tu diante de mim...
– E fez-se na terra outro céu!
Joaquim Castanho
quinta-feira, agosto 20, 2015
PÉTALA IMPERATIVA
PÉTALA IMPERATIVA
Anda um tropel de flores distintas
A pôr-me a alma em áureo filigrana:
Ditongos, sílabas átonas e famintas
Com que o versejar todo se ufana...
E creio até que murmura, ou cicia
Nas lágrimas das pétalas do goivo,
Que por certo há de ter qualquer dia
Um poema como seu único noivo.
Eu só observo, em acanhado esgar,
Tímido e apreensivo, mas deleitado
(E louco) a negra petúnia desse olhar...
É que no tropel, o céu, o astro se agita...
E se uma pétala grita todo o cuidado
(É pouco).
Joaquim Castanho
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quarta-feira, agosto 19, 2015
E PORQUE NÃO?
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terça-feira, agosto 18, 2015
segunda-feira, agosto 17, 2015
domingo, agosto 16, 2015
ENIGMÁTICA RECRIMINAÇÃO
ENIGMÁTICA RECRIMINAÇÃO
Pelo que daqui se conclui
Como convém,
Que a vida não é parte,
Não é negócio,
Não é bem;
É élan que flui
Entre as margens do ócio,
Com prazer e arte,
Mas pertença de ninguém.
É arrebatada exegese
Intento destino do olhar
Para quem nos é querida,
Como se mais nada houvesse
Ou tivesse lugar
No tempo de que está investida.
É silêncio; e é fala...
E é não pensar o que penso
Quando teu olhar me cala.
Joaquim Castanho
sábado, agosto 15, 2015
VIVER ESSENCIAL
VIVER ESSENCIAL
Escondo a pressa, a ansiedade
Sob um montão de coisas por fazer,
Que onde a chama chama a claridade
Arde sempre a mecha do parecer,
Que tão diferente é desta vida
Em sua realidade inconfundível,
Que ao vivê-la nos parece perdida
Por parecer ser a parte invisível
Do que nunca nos pareceu ela ser...
Mas eu escondo o esconder ao mostrar
Que sinto quanto me faz sentido,
Que esta vida para ser há de estar
Onde está tudo o que me é querido.
Joaquim Castanho
A SAGA DO SANTO GRAAL
A SAGA DO SANTO GRAAL
A felicidade existe. Não importa
O que passámos para a atingir,
Quantos obstáculos contornámos,
O tempo que esperámos antes
De conseguir chegar perto dela;
Nem sequer quanto tempo durou.
O que conta é que estivemos lá
Cara com cara a ouvi-la respirar
E decorar seus olhos e gestos,
Carimbá-los na alma pra sempre,
Tatuá-los no ser e na esperança
Com risos, traquinices de criança.
Nada mais importa, além do vivi
Que se me cola à leda memória,
Que rescreve a humana história,
Enquanto bebendo-te olhei pra ti.
Joaquim Castanho
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sexta-feira, agosto 14, 2015
DANÇA MÁGICA
DANÇA MÁGICA
Onde as fadas do olhar das flores
Contam da magia o cuidado,
E dele como brotam fulgores,
É, tão sublime, tão perfeito,
Que sinto estrelas no peito
A fulgir em ímpares esplendores...
Por vezes, julgo até que dançam
Imitando os cabelos compridos
Pelas costas, sedosos e caídos,
Se em cada passo teu balançam.
Joaquim Castanho
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quinta-feira, agosto 13, 2015
quarta-feira, agosto 12, 2015
CASCATA DE ESTRELAS CADENTES
CASCATA DE ESTRELAS CADENTES
Que após um dia, outro dia vem...
Que tudo dura, mas só até acabar...
Que (im)perfeito não há mesmo ninguém...
Que o rumo é rio que nos faz remar...
Que a voz é o eco da consciência...
Que o sonho dita, e a vida executa...
Que a água só fura com permanência...
Que o ouvido ouve, mas a alma escuta...
São crenças e presságios viáveis
Para quem se crê com autenticidade
No afluente da poesia, em pura fluência
E escorreitas ondas de seda navegáveis
Pelas suaves encostas da eternidade...
Joaquim Castanho
terça-feira, agosto 11, 2015
DIAS PESAROSOS
DIAS PESAROSOS
É um enorme sacrifício;
A gente tenta, já se vê, mas vãs
As palavras vão no precipício
Caindo sonsas e desbotadas,
Dizendo o que, desde início,
Pra tal não foram convocadas.
São dias amargos, bem doídos,
De descer às soturnas cavernas
Da ansiedade; e nelas caídos
Sentirmos presas as pernas,
Que se negam ao movimento,
Ao gesto, aos simples sentidos
De reconhecer o sentimento.
E se lhe sobrevivemos é só
Porque a esperança não seca,
Pois ond'alma dói, até o dó
De pecar nos pesa... E peca!
Joaquim Castanho
segunda-feira, agosto 10, 2015
HÁ NA BRISA O ODOR DAS VIOLETAS
HÁ NA BRISA O ODOR DAS VIOLETAS
Entretece-nos no vento essa teia
Como trama ao momento pré-escrita
Onde futuro e passado se enleia
A fazer da corda do tempo outra fita
Helicoidal, célula a célula tecida
Pla qual circulam os genes da vida.
E no vaivém perpétuo infinito
A fluir iluminando a esperança,
Eis que teu olhar ecoa no meu grito
De avelã madura em hábil dança.
Joaquim Castanho
NO ESTILO DOS PICUINHAS
NO ESTILO DOS PICUINHAS
Por ironia, hoje, a poesia fez-me o manguito...
Arrepiou caminho, adornou de banda,
Encarquilhou a trama, em favor do atrito,
Já que a rima derrapa, e até desanda.
Que a métrica também não é por aí -além!
E em abono da verdade, creio somente ter
Aquela rara qualidade que a ruindade tem,
Se bem feito o balanço entre o deve e haver.
São contas doutra contabilidade... eu sei!
Porém, se isso não incomodar ninguém,
Sempre direi que ao menos a rima é de rei
– Ou viperina como lhe costuma chamar alguém!
Joaquim Castanho
domingo, agosto 09, 2015
sexta-feira, agosto 07, 2015
SENTIDO CERTEIRO
SENTIDO
CERTEIRO
Abrevia
solidão como quem tece
A
saga dum silêncio amortizado
A
distância incendiada dos corpos
A
alma indizível no desejo proferido:
Ainda
é hora. Tens a boca escolhida
Nos
lábios do tempo solícito literal
Aberto,
descosido, integral ao verbo
E
és espera de quem aporta num alerta.
Contudo,
de todos esgares disferidos
Desferes
o único soslaio que me acerta.
Joaquim
Castanho
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ANOITECIDO DESABAFO
ANOITECIDO
DESABAFO
Coloridas
de silêncio antecipado
As
palavras capricham plenas de sigilo
Constrangidas
pelo parado das aragens
Refletem:
são pausas, folhas, páginas
Retratos
extrovertidos que se alinham
Ao
fundo da cidade com seu soslaio de Sé
Entre
as góticas demandas do ego cego
Nas
vésperas de um verão precoce
Apressado
a cumprir o calendário das estações
No
granito ante as rosas; cal, sempre cal,
Brancura
ofuscante e cintilante e reflexa
Mas
a espraiar-se prò lusco-fusco após o ocaso
Distanciando-se
imaginável por detrás do casario
Apenas
ruborescendo o horizonte
Irisando
Apodrecendo de metal incandescente o pacífico azul.
É
preciso reconhecer o privilégio de estar só
Ser
ínfimo perante a grandeza do dia
Para
escutar a lentidão da luz a esvanecer-se
A
dissolver o intermitente negro sobre o céu
No
curvilíneo e estonteante esvoaçar das andorinhas.
Na
planura quieta do espelho do céu
Diluindo
pouco a pouco o anoitecendo.
Não
serve de nada fingir que a tarde tarda
Nem
lembrar porque se esqueceu o meio-dia.
Não
está certo sermos quem não somos
Ou
esconder o rosto nas sombras do querer ser:
A
frescura da luz que refresca está em si
Mesma
e igual é esta cinza de aço baço
Como
mapa de sonoridades caladas por descobrir.
Ouvir-me
na luz que se esconde não é crime
Nem
pedir palavras aos silêncios antecedidos,
Porque
escorrendo as sombras são apenas sombras
Nadas
incapazes de sobrecarregar os espectros temidos
Ou
os fantasmas duma desesperança que desabafa
E
nos confidencia que está a postos mesmo se tomba.
Joaquim
Castanho
CAUSA ÚNICA
CAUSA ÚNICA
Viver é um
caso pendente
Pela intenção
que se quer
Desse tanto
que nos faz gente,
Inventada
génese fluorescente
Na causa única
duma mulher…
Tão-só a que
nos diz, dita e tem
Sem que
determinado fosse
E jamais ter
pedido pra ser assim;
Que sentir é
estar, e ser do bem
Como um verbo
que nos trouxe,
Desde o
princípio, e se fez fim.
Joaquim
Castanho
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TROVA NOVA
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O PAR IMPERFEITO
O PAR
IMPERFEITO
Não
estamos aqui para competir,
Nem
tu, nem eu, temos nada com isso.
Crias
o que podes, dizes o que queres
Calas
o que te apetecer; nada te impede...
Ser
é tão-só caminho tracejado de sendo...
E
eu criarei igualmente o que puder.
Faço
o que quero só por o fazer.
Digo
o que quero apenas para o dizer.
Escuto-te
se vir que é caso disso
E
sei que havemos de lá chegar um dia.
Não
sei onde, mas temos o porquê tatuado
Em
qualquer parte da alma, na artéria da poesia
Que
dá prà Praça da Liberdade e centro ajardinado.
Qualquer
meta é realizável se o sangue pulsar,
Por
isso, se fores para o mesmo lado que eu,
Ou
se eu for para o mesmo lado que tu,
Podemos
caminhar a par e conversar um pouco
Acerca
dos ontens e dos amanhãs, das quimeras
A
sobrevoar outonos, outeiros e primaveras.
Veremos
o mar se for preciso... o que será baril,
Esteja
ele calmo e morno ou tempestuoso e louco;
E
poderemos até sentar-nos na estação ferroviária
Com
uma máquina fotográfica, pão com chouriço
E
um garrafão. Ou então, nada disso... Apenas
Alguns
poemas, que fiz pelos beijos que te não dei
Quando
me apeteceu fazê-lo mas estavas longe
A
espremer os cravos de abril até darem sumo de laranja.
Joaquim
Castanho
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QUANTO VALE CADA MINUTO
QUANTO
VALE CADA MINUTO
Grandes
problemas haverá nesta vida
Cuja
solução eu gostava de saber…
E deles
um é, se curta ou comprida,
Porque
diferente tempo tem seu viver.
Pois se o
dia 24 horas tem
(Que 1440
minutos são),
Porque é
que só dois minutos de alguém
Tanta e
tamanha felicidade nos dão?
Se
houvesse quem a isso respondesse
Fazia-me
extraordinário favor,
Mesmo que
com descaramento dissesse
Que no
dia todo só houve dois com amor!
Joaquim
Castanho
FIO DE ARIADNE
FIO DE
ARIADNE
Todos
somos um sentido
Para
muitos sentimentos,
Onde
nos anda perdido
Todo
sentido dos tempos.
Busca
aqui, busca acolá,
Até
se encontrar a fusão
Que
só o sentido nos dá
Por
uma terceira visão.
E
só ela nos salva e acalma.
Só
ela sabe o caminho,
Dentro
do arquivo da alma
Onde
fizemos o ninho.
Joaquim
Castanho
quarta-feira, agosto 05, 2015
terça-feira, agosto 04, 2015
PSIQUE
PSIQUE
Ante
o verbo me inclino
Num
fenecer plangente,
Que
feito está o destino
Com
a anuência da gente,
Sobretudo
se aceitamos
Quanto
ele nos queira dar,
E
ao sonho concedamos
O
poder de nos inventar,
Apenas
conforme o quer
A
mão que tem nossos planos
Escritos
com plena certeza
E
será sempre A mulher
Pr’além
da inveja da deusa.
Joaquim
Castanho
NO REVERSO DO VERSO
NO
REVERSO DO VERSO
O
destino é bipolar...
E
após um dia de sorte
Lesto
aplica o tal corte
Pra
nos dar outro de azar.
E
embora o não te ver
Me
ponh'alma crucificada
Com
o sangue a escorrer
Prà
selha da ânsia a ferver,
E
a língua desesperada
A
esconder seu rosto
Nas
sombras de agosto
Ond'a
tristeza acoitada
É
clepsidra d'escuridão
A
destilar morte e solidão,
Prefiro
implorar em vão
Ao
céu e a todos os deuses,
Todos
credos e profissões,
Que
me apague este tição
Que
pulsa e arde nas vezes
Em
que creio nas previsões.
Joaquim
Castanho
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