Nas vésperas eram sete
As franjas do seu xaile,
Que em batidas repete
Quem vai da fala ao braille.
Outras tantas estas horas
E a liturgia se renove
No convento sem demoras
Mal soam as dezanove.
Dia passado, dia tido
E muito já foi cuidado,
Anda na casa o sentido
Ao descanso desejado.
Que é recompensa leal
Na adversidade labor,
Triunfo sobre azar e mal
Ganho sem qualquer favor.

Diz o Tarot ser só união
Género assim geminado,
Sob o Sol da tarde a razão
Se renove por bom arado.
Esse que vira puro abraço
Quando o dia se acaba,
E grande é pequeno passo
Se enredado em rede alba.
Transparente e precisa
Sol digital a amanhecer,
Que a ternura apenas alisa
Quem já tem amaciado ser.

Quem acordou provençal
Em despedida cantada,
Dedilho secreto de jogral
Tendo a noite por alvorada.
2 comentários:
Olá meu caro,
Há um manancial de conhecimentos e encanto poético em seu espaço... Obrigada por sua presença lá no meu cantinho. Um abraço,
Úrsula
Olá!
Se o tempo parar,
Serei eu na imensidão da escuridão a te buscar,
Quando a chuva cair, serei eu os pingos a te tocar,
No encanto do horizonte ,
estarei a te amar,
Cego, inconstante, atento ao seu sinal,
E vou andando sem destino...
E quando chegar, um beijo vou ganhar.
bjs !
Ser Estranho Ser!
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