Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

São o chão em chamas onde as lavras
sexta-feira, março 27, 2015
quinta-feira, março 26, 2015
HAVIA UM HOMEM QUE TINHA TRÊS FILHOS: O REPETE, O REPETE-RREPETE E O REPETE-RREPETE-REPETE
HAVIA UM HOMEM QUE TINHA TRÊS FILHOS: O REPETE, O REPETE-RREPETE E O
REPETE-RREPETE-REPETE
Se a História escrevesse
A realidade da gente,
Não faltava quem viesse
Votar “alegre e contente”.
E a monarquia vigente,
Vivamente repetida,
Mandaria briosa, sagaz
Num reino sempre de saída
Cheio de fome e pouca paz,
Onde todos seríamos «Ninguém».
Assim, como agora se faz – TAMBÉM!
J Maria Castanho
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quarta-feira, março 25, 2015
DÚVIDA PENDULAR
DÚVIDA
PENDULAR
Decido-me
irremediavelmente pelo empréstimo
Dum
tempo irrevogável sabendo dizer-te
Apenas
nisso, o espaço exterior ao fora
Como
quem salta à corda com a linha da vida.
No
mais, deixo escorregar uma lágrima
De
silêncio cristalino refletindo aspas
Chavetas,
parentes próximos e distantes
E
aquela lucidez que só os moribundos têm.
Alguns
mais perseguidos que a própria sombra
Adormecem
frente à televisão na babugem da noite;
Outros,
discutem o que fazer prò almoço d’amanhã.
Porém,
em cada qual a incerteza deposita seu ovo,
Fecundada
insegurança, dúvida suspensa do fio do tempo
Como
um fio da teia que aranha do ser se esqueceu de acabar.
J
Maria Castanho
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COM AS SOMBRAS NA OMBREIRA
COM AS SOMBRAS NA OMBREIRA
É preciso amar as sombras que me falam de ti
Ou as nuvens quando estas ganham formas
Que em tudo se assemelham às tuas ausências;
É preciso. E ser lesto no referir dos olhos
Amoras silvestres de ouvir os gestos
Falar às fontes de teus lábios gomosos lineares
Ou descer pela seda ondeada castanho-ouro escorreita
De teus cabelos partidos ao meio dos sonhos iguais.
É preciso esconder as mãos nas ânsias de ser,
Meter os dedos nos refegos e costuras de existir
E saber que continuar é uma metafísica adiada,
Uma ontologia auspiciosamente pejorativa preterida
Como se de uma vergonhosa mania íntima se tratasse,
Sem recear as curvas derrapantes ou as agulhas marginais,
As culpas assumidas e as projeções perversas,
Os fundamentalismos intolerantes ou as crostas
Sempre demasiadamente rígidas das dores alheias.
Porque é preciso a cada hora minuto segundo reconverter
A ausência saudade em espaço quando imagem acabada
Suficiência compensatória do quanto é irremediável viver
Não sei onde, não sei porquê, mas saber é bastante
É bom ouvir a campainha de “ podes ser tu a tocar “
Retinir insistentemente insistes em esconder o esgar
Num «Olá» impessoal, profano, thriller mal contado
À beira dos dedos com unhas cortadas até à pele de veludo
Acariciante dos gomos sensuais e meigos em leque dispersos
Pelos gestos indomáveis da fala sublinhando iluminuras.
Sei isso e muito mais que tu também não esqueces
Jamais seremos outros em nós ainda que importe
A conjuntura, o carro novo, a mobília a prestações.
E quando é preciso as coisas acontecerem, acontecem
Ninguém pode mudar a lei porque a lei é a Lei
Não uma decisão da assembleia que calhou votar assim
Tão-só assim, precisamente não doutra lei mas daquela.
É não estares aqui ou eu aí o único órgão que me pesa
Nunca os pés, as pálpebras, a língua também entaramelada.
A sonolência é outra coisa não parecida com languidez,
Mas pode ser um despertar para o reino do sonho
Navegar entre as tuas coxas e naufragar e naufragar
Não importa esquecendo, esquecendo, esquecendo sempre,
Até ao fim do gesto morno de estender os ombros e gritar.
Gostava de pensar que me esperas os olhos postos na porta
A respiração suspensa a cada sombra que se aproxima
Um formigueiro na espinha e as espáduas que fremem
As pernas bambas dum verbo que arqueia o dorso expetante
Prestes a desferir a fantasia no perfil convergente à ombreira
«Eu vou voltar!... » – A
certeza cresce ainda cresce
Não repete, não para, não fica aí como se fosse estádio
Mas paragem à tona fluente terna dos absolutos possíveis.
J
Maria Castanho
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segunda-feira, março 23, 2015
domingo, março 22, 2015
sábado, março 21, 2015
OH, PÁ! ISSO SÃO VERSOS
OH,
PÁ! ISSO SÃO VERSOS…
Não
há poemas sobre pessoas,
E
todos eles só “falam” da poesia,
Pois
dessas causas más ou boas
Que
o mundo tem, nenhuma merece
Hoje
em dia, métrica, ritmo, rima
E
muito menos o desdém que aproxima
Quem
no fogo se inspira e sublima
A
palavra que não vinga nem esquece…
E
que quando morre, nunca arrefece.
Porque
um verso jamais será poema,
E
tal como toda a árvore tenha ramos e lenha
Também
o poema em si, muitos versos tenha!
J
Maria Castanho
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NA ÁRVORE DOS DIAS
NA
ÁRVORE DOS DIAS
As
árvores inventaram a cor
Só
para pintar a paisagem;
E
fizeram-no com tanto amor,
Que
o amor deixou de ser miragem.
E,
na primavera, Ele é muito mais real…
Umas
vezes, recata-se na espera;
Outras,
torna-se arranjo floral,
Para
enfeitar a ecosfera:
A
mesa, o quarto, a sala – e o quintal!
J
Maria Castanho
sexta-feira, março 20, 2015
SOB A CONCISA LUZ DO SER
SOB
A CONCISA LUZ DO SER
Dança-me
na alma a luminosidade,
O
voo dos fios fulgentes, solares
Aos
quais até a própria verdade
Sucumbe
ante os sorrisos ímpares
Raios,
que raiam o para lá do lá
Nessa
dança de luz, de verbo, de cor
Símbolos
que só o coração sabe ler,
Odes
milenares no seio da imensidão
Dos
dias que lhe desenham o fulgor,
E
os versos singulares desse querer
Que
se diz crendo em puro fervor…
E
nisso eu creio, e sonho, e me inclino
Devoto
rendido de teu sorriso,
Qual
luz que nos celebra, e lá do cimo
Nos
fita e enleia o ser exato e conciso.
J
Maria Castanho
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quinta-feira, março 19, 2015
quarta-feira, março 18, 2015
SUBLINHO O QUE DIZES
SUBLINHO
O QUE DIZES
Que
na linha deste sonhar
Em
que o horizonte se põe,
Trago
a doçura do olhar
Daquela
que será mãe
Dos
rebentos primaveris,
Das
estrelas do amanhã,
Das
flores que a vida quis
Entretecer
com sua lã.
É
um destino, mito também
Que
aqui fica conjugado,
Já
que todo o olhar sabe bem
Sublinhar
no conversado.
J
Maria Castanho
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terça-feira, março 17, 2015
in ESTAS FRONDES
in
ESTAS FRONDES
Me
diluo pelas sombras chãs
Dessas
estrofes em que espraio
Esses
hoje d’acender amanhãs,
Planícies
de grito e desmaio
Da
terra que nutre e inspira
Toda
árvore que o céu prefira…
E
aí, como quem apenas quer dizer
Calo-me
reticente, e enfim
Esmero
cuidados pra trazer
Teus
olhos comigo – e só pra mim!
J
Maria Castanho
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segunda-feira, março 16, 2015
POEMA BIODEGRADÁVEL
POEMA
BIODEGRADÁVEL
Murmuram
auroras, perto e distantes,
Que
o sonho desconhece quilómetros
Nem
se teme por lonjuras, mas antes
É
topógrafo de mapas culturais
Sem
astrolábios nem cronómetros,
Sequer
estatísticas, pontos cardeais.
Porque
em ritmo de tantã sustenido
E
métrica rude, fórceps na rima,
Tem
sustentabilidade e sentido
Sem
causar nenhuma alteração no clima.
É
verbo d’oxigenar mares abertos
Na
plástica d’ansiares desgarrados,
Que
onde os seres vivos, mas despertos
Acendem
o querer são do ser, vão dizer
De
todas as maneiras, e por todos os lados.
J
Maria Castanho
domingo, março 15, 2015
sábado, março 14, 2015
SONHO DE ACONTECER ACONTECENDO
SONHO
DE ACONTECER ACONTECENDO
Abre-se
entre as pétalas
A
magia de uma alma
Que
às flores a nobre palma
Instruiu,
no apelo e no segredo;
E
a sua ânsia é qualidade,
Qual
enseada sem o penedo
Abrupto
e vil da saudade…
Abre-se
a pétala do ventre,
Flor
de crer na cor e querendo,
Que
o sonho lhe mora entre
Num
pedido… E acontecendo!
J
Maria Castanho
sexta-feira, março 13, 2015
TÉNUE E TÍMIDO LUAR
TÉNUE
E TÍMIDO LUAR
Rendida
a voz que da lua espreita
O
níveo brilho acalenta a vida;
Assim
é o fulgor que teu olhar deita
Ante
essa luz da manhã prevenida,
Já
que o sonho habita a leda voz
No
seu grafitar profundo em nós,
Estes
traços a giz em lousa partida.
E
o verbo puxa-lhe fogo estival.
Ensina-lhe
o esgrimir azul da fala.
Pisa
os calos à serôdia moral
Que,
tardia, quer revelar mas cala;
Capitula,
baixa os braços tensos
Amarfanhando
suas fraldas e lenços
Nos
soslaios que o silêncio exala.
J
Maria Castanho
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quinta-feira, março 12, 2015
IMPÉRIO INESPERADO
IMPÉRIO
INESPERADO
Inesperadamente o dia sorriu-me
Como se fosse o primeiro dia dos
dias,
Depois borboletou-me a alma
conforme
O avelã matinal me quis crer que
querias…
Minha vontade é nula perante a
tua,
E logo o dia me nebula o céu
assim
Com que pé ante pé vou do chão à
lua
Sem, nem sequer, ter eu passado
por mim.
E nesse salto brusco por que
ofusco,
Elipse inesperada, extensão da
alma
Se me busco, só teu dizer é
augusto
E imperativo império que me
acalma.
J Maria Castanho
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terça-feira, março 10, 2015
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