A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras
São o chão em chamas onde as lavras

terça-feira, maio 12, 2009

Notícias a Dizer de Ponta e Mola

Falo da morte – desta morte acontecida sorte na gesta
Daquela morte, desde outra morte na entretecida corte
Atesta se nunca a morte da morte é consorte nesta vida
Doutra morte universal, absoluta, resoluta causa perdida.

Falo da morte, navalha afilada, e pontiaguda apontada
Cigana malvadez do corte na escarpada aresta desta malha
Cabo tumefacto profere o acto incesto sob o texto destapada
Pérola húmida tua boca de irmã rainha no sol alado anunciada
Esguias pernas de mulher doce em cuja junção a língua encalha
Nos seios com que cinges os cisnes do sonho no desejo da escrita
Rosa na cripta devota os dedos são segredos que o escriba atalha
Razões por que não tresmalha da lura aflita a mão sobre navalha.

Falo da morte, falo que fala como quem ao soletrar mais cala
Penetração contínua no medo do só que dedo a dedo traça o nó
Amuleto salvador na estrada de permanecer o silente enredo exala
Escala fiel linha entre forte, fraco, primo, segundo grão na mesma mó
Do moinho o vento sopra o pó que acalenta a sede e cobre a vala.

Falo da morte, na madrepérola do cabo a mão sagaz, veloz
Mão preciosa de luar em uivos descendentes sobre os ombros
Rentes caídos nos escarpados do ser, atados escombros da voz
Rolada pérola sobre o atroz temor sem dizer o albatroz no condor
Que a voar ergue a sombra que ilumina o amor que raia entre nós.

1 comentário:

Bonnie disse...

e

depois deste falo que fala...

desta mistura de morte e sexo...?

andas em ...?