Andam Rosas a Aliciar a Solidão…

Se soam sonetos angélicos nos reflexos da aurora
Porém, cada sílaba acesa perde brilho na demora
De esperar-te: eis a razão desta tão singela arte
Ao cinzelar o sonho da alma na recorrente alegria
Com solstícios de âmbar repercutidos no ar que sia.
Corpo que insiste em galopar à desfilada conciliadora
Os verbos com o freio nos dentes, os lábios sôfregos
As mãos que procuram segurar-se aos vazios da hora
Abertas num grito, os dedos hirtos vencendo trôpegos
Silêncios da sonata áspera da resignação à aridez do dia…
Então, saberias arrotear as ravinas da ausência na sorte
Que é ver-te mesmo quando não estás – e em toda a parte!
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