Irmã Lua

Havia naquela rosa a pétala de crestar a voz,
Havia naquela lomba a colina do meu resto
A dizer a onda na sombra azul de todos nós.
Havia luz mas não estava no bruxulear lesto.
Havia cor mas fundida num grito ímpio e atroz.
Havia teu olhar mas no sinal aberto do incesto
Irmã, guerreira da noite, veio o dia, e ficámos sós.
Portanto, não importa agora repetir a luminosa,
A esperança do que poderíamos ter ainda sido
Se em vez de dizer a rosa a tivéssemos vivido…

Tu que havias, eu que tampouco sonhara sequer
Que isso de ser flor ao luar é também ser mulher!
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