Soneto de Parabéns

Cuja mortalidade tem numa flor que à beira-Tejo eclodiu
E entre mil estrelas ribatejanas está agora alcandorada
Por esse soslaio da Lua que nem só o Sol bem sentiu...
Jovem mãe que no horizonte do mar tem mira assestada
Faz mansas as revoltosas águas do mais turbulento rio
Pois ao sonho empresta a Aurora duma nova caminhada
Entre as estevas e urzes do ciúme que nela Afrodite viu.
De Mari, que em dialeto ancestral apenas jovem significa
E de Ana, que por mãe tem culto pela Terra toda inteira,
É porém pelo sorriso que a Eros mais seduz e autentifica;

No mais que ao sonho e à beleza e à ternura se multiplica
Onde Psique por Inana se torna mil vezes pura e certeira!
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