A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras

A aventura das palavras... das palavras... as palavras... as palavras
São o chão em chamas onde as lavras

terça-feira, agosto 24, 2010

as muralhas de Arina ondulam sobre o rio

Pelas margens do Eufrates acima a prosperidade floresce e reina
Agora de Uruk a Mari todos e todas prestam culto à divina Shara
Todas e todos veneram Inanna, como todos e todas adoram Arina
E Gilgamesh está na primeira fila dos seus templos entre devotos
Homens livres, subalternos e escravos são seus pares na fidelidade
Que pelos sofitos bebem a mesma luz por onde ecoam as vozes
Cânticos moldados pelos lábios, língua e palato das sacerdotisas
Música embala e dançam e ondulam como fumo oficiais e iniciadas
Sob o pretexto admirado das aprendizas e mancebos guebros gentis
Que assim ordenam A Deus e Inanna às gerações até ser eternidade
Que é o tempo divino que aguarda o tempo de Gilgamesh e nosso
Homens e mulheres seus veículos de percurso aos caminhos da luz.

Lugal Gilgamesh ensag querido do delta e além de Mari e Hassuna
Respeitado e temido em Amorru, Tauro, por semitas como por gutis
Dos montes Zagro até Sumer, de Acad até Subarru se perfila ante ti
Arina doce berço da luz e princípio de todo o universo e abraço fiel
Círculo de ternura e colo da natureza de gerações e A Deus dos deuses
Ampulheta do fogo celestial e cadinho de lava acesa no coração gentil
Mandou erguer seis zigurates para lhe renderem memória e honra
Rio acima o Eufrates a todos e a todas propiciará seus enlevados hinos
Que grande é o esplendor da gratidão aos olhos do cilindro universal
Aquele que é telescópio da alma sob o cone das mãos dadas e irmãs
Cinco com cinco dedos unidos sob os desígnios do Sol, Estrela e Lua
Porque prestar culto não é venerar nem adorar tem iguais sentidos
Ecoam liras, flautas e alaúdes entre as espigas douradas do Crescente
E já da deusa a voz incita ao meneio e abraço das danças seculares
Porém Gilgamesh se inclina de mãos juntas sobre o peito livre e justo
E ordena a todos os escribas veneração a Shara beijando-lhe o ventre.

E as ordens do seu Senhor são a regra e a forma do estilete hábil e são
.

3 comentários:

Cigana do Oriente disse...

Oi meu amigo, vim curtir o teu cantinho e deixar uma abraço!

Mônica - Sacerdotisa da Deusa disse...

Olá meu amigo!
Vc me fez viajar com o seu texto, vi tudo como se estivesse assistindo um filme...

Ótima semana pra vc doce poeta da Deusa.

Flores e Luz.

j maria castanho disse...

Muito prezo a vossa visitinha, como sabeis... Em breve estarei também nos vossos cantos onde sempre me perco encantado. Namastê!