RAZÃO SUFICIENTE

Que me surpreendes;
E nesse entender, insisto
Está quanto me entendes…
Se passas, fico
Ansiando que voltes a passar;
E enquanto me aplico
A esse mágico magicar,
Nem eu próprio me explico
Porque quero ver-te passar.
Sejam as palavras ditas para além do mal e do bem As que o escriba ouve, o escriba dá, o escriba tem!
Fazer um poema não é como fazer um filho.
Não é partir uma vidraça. Nem é olhar uma cria
Enquanto brinca nas ruas do crescer
Nas escolas do crescer
Nas rampas do crescer
Nas pistas do crescer
Nas balizas do crescer
Nas passerelles do crescer
Nas discotecas do crescer
Nas tabernas do crescer
Nas avenidas do crescer
Nas câmaras do crescer
Nas camas do crescer
Nas bolsas do crescer
Nas reformas do crescer.