Há sempre livros possíveis de abrir
Entre nossas mãos aperradas
Um sorriso jovial, um sei-lá! no esquecimento da rua
Roubado sou quando me lembras o computador
Distante, sobre a mesa apenas a luz a vazar dos claustros
Podia minha voz sussurrar-te outros longes
A distância transponível na versatilidade de um pergaminho
A minha cabeça entre papiros foscos o teu colo convergente
Alinhavadas pérolas frescas em gotas orvalhadas.
Mas há sempre um MAS
Que a vida tece
Com as linhas que nos pede emprestadas
E tu não me escutas, nem eu repouso...
Por isso, nas horas vagas
Em que me alinhavo e descoso
Continuamente visando o mar e as vagas
Em que vou e venho
Um rumo me impele, e ouso...
E sonho...
... E tenho.

2 comentários:
Obrigada Joaquim, pela sua sensibilidade !
Eu é que tenho realmente que agradecer, sobretudo, porque agora me é mais fácil reconhecer que já não o único que gosta deste poema... Valeu!
Enviar um comentário